terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O Galo - tradição ibérica

O Galo - nas torres das Igrejas, anunciando o raiar do Sol





O Galo, desde tempos ancestrais é conhecido como profeta do tempo, acreditavam os antigos que seu canto afungentava os maus espiritos e as calamidades.
O Galo lembra ao clero para manter vigilância e rememora ainda o arrependimento de São Pedro ao negar O Cristo Conta-se que a primeira vez que um Galo cantou à Meia Noite foi exatamente na noite em que nasceu Jesus Cristo, num pequeno curral nos arredores de Belém à meia noite. A Missa do Galo teve origem na província espanhola de Toledo por volta do ano 400.
Cada lavrador levava de casa um galo para a igreja, matavam-no e davam aos pobres para o seu almoço de Natal ficar um pouco melhor. Em algumas aldeias espanholas e portuguesas ainda hoje leva-se um galo vivo para a igreja para cantar durante a Missa do Galo, que marca o inicio do Natal.

Nosso Galo tem diversas "encarnações", como Galo Decorativo, Galo dos Ventos, Galo de Jardim em diversos tamanhos e acabamentos ( falso ferrugem, galvanizado, pintura epóxi, cobreado e etc...)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O Regador na TV

Um video do Youtube onde o regador é o astro princicipal!
Vale a pena ver de novo!


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O nosso prazer é mostrar as suas criações



Como Latoeiros, humildes artesões que somos, sentimos muito prazer quando recebemos fotos de nossas humildes peças transformadas em arte pelas mãos de pessoas sensiveis que conseguem criar obras de grande beleza.

Na foto, a técnica e a sensibilidade que Vera Gomes ( Rio de Janeiro - RJ) usou na aerografia e decoupage aplicadas sobre uma jarra longa.


" As formas tradicionais que replicamos com nosso humilde trabalho manual, baseadas nos moldes antigos dos Artesões, recolocadas na Vida Moderna para ser um suporte à beleza, que tanto necessita este século XXI."

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Latoaria Tradicional - Herança de Portugal


Latoaria Tradicional

A tradicional arte da latoaria que, outrora, mobilizava muitos artesãos, os quais executavam uma gama variada de objectos, desde colheres ao "canudo" onde se encerrava o diploma de formatura da Faculdade.
Os utensílios da latoaria são manufacturados em folha de Flandres, e num passado recente, foram muitos populares, na medida em que estavam bem adaptados à sua função na vida rural.

Contudo, ainda que existam certas peças de latoaria que respondam às necessidades da vida rural e que continuam a ser fabricadas nalgumas oficinas, com a descoberta da electricidade, do plástico e da produção em série, muitos utensílios de folha de Flandres perderam a sua função inicial ou foram substituídos por outros.
A produção de objectos de folha de Flandres depende de uma série de operações de rebatimento e dobragem que, por vezes, exige pontos de solda, de peças previamente riscadas e cortadas a partir de moldes.
Assim, para se obter um objecto de latoaria procede-se, primeiramente, à riscagem da peça e consequente corte a partir de moldes. Seguidamente, efectuam-se os vincos e as dobras, com a ajuda de uma bigorna estreita, bate-se a chapa com o maço de madeira e, finalmente, soldam-se os vários componentes.
Trata-se, portanto, de um processo de fabrico simples que requer do artesão mais habilidade manual do que, propriamente, a utilização de recursos técnicos ou ferramentas complexas.
Deste modo, os instrumentos utilizados pelo latoeiro reduzem-se a uma tesoura para cortar a chapa, um maço de madeira ou "mascoto" para bater a folha, uma bigorna e uma trancha para efectuar a curvatura das peças, e uma máquina de dobragem.
Através deste processo de fabrico são feitos diversos objectos, nomeadamente candeias, candeeiros e lanternas que, antigamente, se distinguiam nas linhas de produção do latoeiro pela sua utilidade doméstica e mesmo profissional, e os regadores, que eram feitos em chapa zincada.
Para além desta peça são exemplos de artigos de latoaria ligados com as actividades rurais a lata para conservação de chouriço, o funil para enchidos, a marmita para transporte de comida para o campo, o cântaro para água, a bilha para o azeite, a bilha para o leite , o funil para o vinho, as unhas para vindimas e os canecos.
No entanto, ultrapassados modernamente por outros materiais, está quase desaparecida a feitura de baldes, jarros, panelas, cafeteiras e regadores. As candeias e as lanternas ainda hoje são objectos usados na vida rural.
A latoaria é reconhecida pela qualidade e particularidade das suas peças, das quais se destacam as lanças que são muito procuradas pelos estudantes na altura das Festas Nicolinas.
"A sua refuncionalização, como objecto de adorno assegura a continuidade desta atividade artesanal, hoje em franco declínio."